O olhar infantil

Assistindo a O que eu mais desejo, do japonês Hirokazu Kore-eda, me dei conta do óbvio: filmar crianças não deve ser nada fácil. Narrar um filme todo sem abandonar o ponto de vista infantil é um tour de force que poucos realizam a contento.

Sem muito a dizer

Eluvium tocaria em São Paulo como parte do festival NOVA, junto com os espanhóis do Bosques de Mi Mente. Sentado em uma das mesinhas do restaurante a céu aberto, comendo um hambúrguer, vi uma pessoa que representa o típico estereótipo de gringo entrando ao lado de dois sujeitos que carregavam engradados de cerveja. Uma mulher parou o gringo e pediu um autógrafo. Então, quer dizer que aquele americano mirrado de camiseta sem estampa, com a pele vermelhíssima de ter tomado sol demais, era Matthew Cooper, vulgo Eluvium?

O laço de Nazareth

O que define o estilo de um artista? Em alguns casos especiais, existem “marcas registradas”, indissociáveis de seu estilo, como as oitavas cromáticas opostas de Franz Liszt, as bandeirinhas de Alfredo Volpi, ou os vidros coloridos esculpidos de Dale Chihuly. Ernesto Nazareth também possui várias marcas que fazem seu estilo único, sejam de caráter rítmico, harmônico, melódico, ou mesmo relacionadas à sua apurada técnica pianística.

Manter-se independente – quatro perguntas a Bárbara Bulhosa

Há sete anos, a portuguesa Bárbara Bulhosa fundou a editora independente tinta-da-china. Hoje, reconhecida no mercado português pela qualidade (estética, inclusive) do seu catálogo de mais de 200 livros, Bárbara aporta nas livrarias brasileiras com a criação da tinta-da-china Brasil. Desde março, são dois títulos, uma autora convidada para a FLIP e a reafirmação de que a tinta-da-china é, sobretudo, independente. Bárbara respondeu quatro perguntas do Blog do IMS sobre projetos no Brasil, diferenças entre mercados brasileiro e português e ideias e peculiaridades da tinta-da-china.

Walther Moreira Salles, 100

Walther Moreira Salles (1912 – 2001), fundador do Instituto Moreira Salles, completaria cem anos hoje. Fundador do Unibanco, Walther foi, além de embaixador e banqueiro, figura decisiva para a política e a cultura brasileiras. Morto em 2001, aos 88 anos, deixou quatro filhos: Pedro, Fernando e os cineastas Walter e João. O jornal Estado de S. Paulo realizou uma entrevista com Pedro Moreira Salles que repassa pontos cruciais na trajetória do embaixador. Abaixo, veja seleção de imagens preparada pelo Blog do IMS.

Homens de preto, homem de branco: excesso e essência

Neste terceiro da série, os realizadores recorreram a outra ideia já testada com sucesso: a viagem no tempo, que dá ensejo ao comentário cômico e mordaz sobre determinada época e sua cultura. No caso, o final dos anos 60, com seu psicodelismo, sua arte pop, sua contracultura, seus atritos raciais. As piadas com Andy Warhol, Mick Jagger e os astronautas da Apolo 11 são impagáveis. Mas, apesar da eficácia e vitalidade do filme, esse recurso à viagem temporal, esse “retorno às origens”, talvez seja um sinal de esgotamento.

Sónar à brasileira

O festival Sónar pode ser celebrado como uma vitória da vanguarda: com poucos nomes conhecidos do grande público, preferiu investir num elenco mais eclético e fora do lugar comum, colocando o japonês Ryuichi Sakamoto, os alemães do Kraftwerk e rappers norte-americanos em palcos diferentes. Mas o elenco brasileiro do festival também merece menção.

Ernesto Nazareth: documentários nazarethianos e vídeos históricos

No post de hoje vamos conhecer os documentários que já foram feitos sobre Ernesto Nazareth, como o de 2004, da Sesc TV (STV). Trata-se de um excelente documentário de 43 min sobre Ernesto Nazareth. Produzido por Jefferson Cardoso, com roteiro, pesquisa e direção artística de Dimas de Oliveira Júnior. Nele encontramos depoimentos do biógrafo e herdeiro Luiz Antonio de Almeida, dos intérpretes Eudóxia de Barros, Maria Teresa Madeira, Yuka Shimizu (pianista japonesa que se mudou para o Brasil para estudar a música de Nazareth), do compositor Osvaldo Lacerda, e também de Ricardo Cravo Albin, Reynaldo Tavares, Fernando Faro e Maricenne Costa.

A desordem das gerações – quatro perguntas a Alejandro Zambra

Poeta e ficcionista nascido em Santiago, Chile, no ano de 1975, Alejandro Zambra é autor do romance Bonsai, recentemente lançado no Brasil pela CosacNaify. Zambra é um dos convidados da FLIP 2012, onde dividirá uma mesa com o catalão Enrique Vila-Matas. O autor chileno respondeu a quatro perguntas do Blog do IMS acerca da literatura latino-americana contemporânea e do romance Bonsai.