“15 poemas necessários” é o título que estampa a primeira página de uma caderneta marrom de Otto Lara Resende. O autor classifica os “15 poemas necessários” como um livro “inviável” e se define como um “não-poeta”.
Killer Joe, manifesto subversivo
Como a maioria dos críticos, sempre encarei William Friedkin como um eficiente e pouco mais que rotineiro cineasta de entretenimento, que ocasionalmente acerta a mão, como em Operação França, O exorcista e Viver e morrer em Los Angeles. Mas eis que, aos 77 anos, como quem chuta o pau da barraca, Friedkin joga na nossa cara um dos thrillers mais contundentes e corrosivos do cinema americano recente, Killer Joe.
Drummond e o Partido Comunista
Carlos Drummond de Andrade chegou a ser lançado candidato a deputado federal pelo Partido Comunista em 1945, fato que não consta de suas biografias. Naquele ano, ele deixou de ser alto funcionário público na ditadura de Vargas para se encontrar com Luís Carlos Prestes na prisão e se converter em militante comunista. A paixão terminou no mesmo ano em desilusão, acusações de “traidor” e agressão física.
Antonio Bandeira, Cais noturno
Ana Cândida de Avelar Fernandes analisa a obra “Cais noturno”, de Antonio Bandeira, que integra a coleção do IMS. A historiadora da arte mostra como a tela de 1962/63 é marcada pelas passagens do pintor por Paris a partir da década de 1940 e seu contato com a abstração. “A ausência de rigidez dos trabalhos possibilita vislumbrar como as coisas no mundo se organizam de forma flexível, sem tanto rigor, mesmo quando previamente planejadas”, escreve ela.
A arte contemporânea de “Lugar nenhum”
O Instituto Moreira Salles do Rio de Janeiro abriu em março a exposição Lugar Nenhum, com 56 obras, entre pinturas e fotografias, produzidas por oito artistas contemporâneos brasileiros: Ana Prata, Celina Yamauchi, Lina Kim, Luiza Baldan, Marina Rheingantz, Rodrigo Andrade, Rubens Mano e Sofia Borges. No dia da abertura do evento, realizou-se uma mesa-redonda com os curadores Heloisa Espada e Lorenzo Mammì e com o crítico de arte Sérgio Bruno Martins. Assista ao debate.
Os fotolivros do IMS
O Instituto Moreira Salles, desde 2009, lança anualmente fotolivros em edições limitadas fora de comércio, volumes em capa dura e impressão cuidadosa que mostram o trabalho de diversos artistas que fazem parte do Acervo de fotografia.
Shakespeare atrás das grades
Em César deve morrer, filme dos irmãos Taviani, adapta-se a peça de Shakespeare Júlio César, tendo como palco uma prisão romana de segurança máxima. Os atores são presidiários condenados a longos períodos ou à prisão perpétua. Na maioria dos casos, traficantes e homicidas ligados às diversas máfias que assolam a Itália.
Mulheres
No Dia Internacional da Mulher, o IMS apresenta uma série de retratos de mulheres, feitos entre 1910 e 1990 por grandes fotógrafos e fotógrafas.
A falsificação do inimigo
Publicado originalmente em 1959, A morte do inimigo passou cinco décadas arquivado, até seu ressurgimento recente na Europa e em várias traduções ao redor do mundo. Os dois pontos fortes do livro de Hans Keilson são também os pontos que garantem a ambiguidade e a ambivalência da sua história – ingredientes fundamentais para a sobrevivência de uma obra literária.
Fotolivros latino-americanos
No dia 9 de março será inaugurada a exposição de Fotolivros latino-americanos no IMS-RJ. A mostra, de curadoria do argentino Horacio Fernández, apresenta 66 publicações, 119 fotografias e oito vídeos produzidos a partir de imagens dos livros presentes na mostra. “Os fotolivros, por se tratarem de um esforço conjunto, onde há decisões editoriais de muitas pessoas, se aproximam mais do cinema do que da arte”, reflete o curador.
