O crítico Felipe Scovino comenta a experiência de contemplar os quadros de Edward Hopper expostos no Grand Palais parisiense. Para Scovino, “os personagens [de Hopper] muitas vezes se apresentam de forma fantasmagórica, parecem estar à margem da transformação pela qual a cidade atravessa e estão cientes disso”.
“A máquina do mundo” se entreabriu no jornal
O professor de literatura Sérgio Alcides comenta a primeiríssima publicação do poema “A máquina do mundo”, de Drummond, no jornal Correio da Manhã, em 1949. O poeta era colunista frequente do jornal desde o início da década e era comum que sua colaboração em prosa se alternasse com poemas próprios ou de autores estrangeiros, por ele traduzidos.
Nada além
Como observa Marlene de Castro Correia, dos poetas modernistas, ou ligados ao modernismo, Carlos Drummond de Andrade é aquele em cuja obra há o “maior número de alusões ao cinema”. O poeta era apaixonado por dois grandes nomes da tela: Charlie Chaplin e Greta Garbo. Por ocasião do Dia D, o IMS organizou uma mostra Drummond/Garbo. Confira a programação de cinema do IMS-RJ.
Mungiu, Kiarostami, cinemas libertários
A 36ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo entra em sua reta final, mas ainda há tempo de ver, entre outras preciosidades, dois filmes fundamentais: Além das montanhas, do romeno Cristian Mungiu, e Um alguém apaixonado, do iraniano Abbas Kiarostami.
Estou metafísica, pois ainda não jantei
Era office hour, mas decidimos ir lá para fora, porque estava um dia lindo. Os esquilos passavam de um lado para outro, subiam e desciam de árvores, com aqueles pontos de interrogação dos rabos aparecendo e desaparecendo. De repente um deles parou diante de nós e ficou nos olhando fixamente, sem se mexer, durante muito tempo.
– Você não acha que devemos denunciar esse bichinho aí por bullying?
As diversas linguagens de William Kentridge
O Instituto Moreira Salles preparou um vídeo revelando os bastidores da montagem da exposição William Kentridge: fortuna, em cartaz no centro cultural do IMS no Rio de Janeiro. Assista às entrevistas com o artista sul-africano e com Lilian Tone, a curadora da mostra, e conheça algumas das obras em destaque.
A juventude de Domingos Oliveira
Domingos Oliveira é um fenômeno. Aos 76 anos, o diretor de Todas as mulheres do mundo atravessa uma das fases mais fecundas e criativas de sua carreira, a ponto de apresentar na 36ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo dois longas-metragens novinhos em folha: Primeiro dia de um ano qualquer e Paixão e acaso.
Variações para piano despreparado
Com 15 minutos de atraso, um Keith Jarrett que parece minúsculo entra no palco do Teatro Municipal. Reluzente, o Steinway está no proscênio. A cortina vermelha permanecerá fechada. Depois de agradecer aos aplausos, ajeita o banco em frente ao teclado, como se buscasse um centro ideal.
O Jurado C da vez
O Jurado C é um dos personagens decisivos na vida intelectual brasileira. E não é de hoje. É um ser mítico, com muitas caras e um só objetivo: o alpinismo intelectual, a busca incessante de um atalho entre o anonimato e o brilhareco do pseudodebate intelectual.
Quem é Joseph Anton?
Existe uma espécie de autoridade particular em todo texto autobiográfico, como se estivesse acrescido de uma credibilidade extra somente por ser a visão daquilo que se chama “vida real”. Especialmente se é a vida de um escritor mundialmente famoso como Salman Rushdie, que lançou recentemente o livro Joseph Anton: Memórias.
