Assista ao vídeo integral da recriação do histórico show Opinião. Promovido pelo IMS, o evento trouxe Joyce e Casuarina apresentando sua versão do espetáculo 50 anos após a estreia em 1964.
Araújo Porto-Alegre: singular & plural
“Manuel de Araújo Porto-Alegre (1806-1879) é uma das figuras mais desconcertantes da história da cultura e das artes no Brasil: muito citado, é também pouquíssimo conhecido”, escrevem Julia Kovensky e Leticia Squeff a respeito do artista, que recebe a partir de 19/2 no IMS-RJ a exposição Araújo Porto-Alegre: singular e plural.
Trapaça e os malandros com gravata e capital
Para José Geraldo Couto, a chuva de indicações ao Oscar para Trapaça talvez diga muito sobre a pobreza da produção e dos critérios da Hollywood atual. Ao público mais exigente, recomenda com entusiasmo ver ou rever o clássico de Yasujiro Ozu, Era uma vez em Tóquio.
Philomena ou o ator como autor
Para José Geraldo Couto, Philomena é um típico filme de Stephen Frears, um diretor interessado acima de tudo em personagens e seus arcos narrativos. Seus filmes raramente apresentam grandes ousadias de linguagem, mas por outro lado demonstram quase sempre “um artesanato seguro, uma clareza narrativa a toda prova, um controle absoluto do tom e um cuidado especial com a direção de atores”.
Um novo Opinião
O IMS decidiu recriar o espetáculo histórico Opinião 50 anos depois, como um dos destaques da programação de Em 1964. Joyce e o grupo Casuarina tiveram total liberdade para montar seu roteiro e construir os arranjos. Este vídeo apresenta uma prévia do que o público verá neste sábado, 8 de fevereiro.
As muitas vidas de Eduardo Coutinho
“Flagrar o momento inefável do encontro, filmar o laço invisível entre os seres, a contradição entre palavra e gesto, entre música e silêncio, apreender o tempo que escorre, captar o rastro fugidio da vida – foi isso o que [Eduardo] Coutinho tentou. E tantas vezes conseguiu”. José Geraldo Couto celebra a obra do cineasta morto ontem, aos 80 anos.
Despedida
Em homenagem ao cineasta, José Carlos Avellar recupera a última cena do último filme de Eduardo Coutinho, Sobreviventes da Galileia.
Quando eu era vivo e o sono da razão
“Novo, forte, indefinível e belo”: José Geraldo Couto apresenta Quando eu era vivo, de Marco Dutra, inspirado no romance A arte de produzir efeito sem causa, de Lourenço Mutarelli. O filme, uma rara combinação entre “cinema de autor” e filme de gênero, trilha “um terreno no limiar entre o psicológico (ou psicótico) e o sobrenatural, entre o “aqui-agora” e o além”.
Os olhos de Eisenstein
Ameaça comunista: o filme foi visto “como um dado a mais para o debate político entre esquerda e direita, que fechava o cerco em torno do governo João Goulart”, escreve José Carlos Avellar sobre Ivan, o Terrível – parte 2, de Sergei Eisenstein, um dos filmes que marcaram o ano de 1964 no Brasil.
Scorsese e o dinheiro como droga pesada
Brutalidade e humor: José Geraldo Couto escreve sobre o lançamento O lobo de Wall Street, de Martin Scorsese. “Caracteriza seu melhor cinema, marcado por histórias de ascensão meteórica, queda vertiginosa e redenção possível de personagens que, por um motivo ou por outro, “saíram da casinha” e embarcaram numa espiral de autodestruição”.
