Gautherot volta a Paris

Primeira retrospectiva ampla da obra do fotógrafo realizada no exterior, Marcel Gautherot – Brésil: Tradition, Invention ocupará um espaço importante da Maison Européenne de la Photographie (MEP) a partir de 14 de junho. Francês que morou no Brasil a maior parte da vida, Gautherot  é um nome essencial da fotografia do país, que trabalhou com grandes nomes da cultura nacional. A mostra cumpre dois objetivos: primeiro, reintroduz Marcel Gautherot no círculo cultural e intelectual de Paris. Em segundo lugar, apresenta ao público internacional sua obra fotográfica extraordinária, definida no Brasil ao longo de cinco décadas.

Comida, diversão e arte

Com o fim da temporada do Café Galeria no IMS-RJ, se anuncia para o início de agosto a nova gestão do restaurante da sede do instituto na Gávea: o Empório Jardim. Até lá, a gastronomia da casa da Gávea terá como atrações os food trucks Gula Gula e Tapí, com reforço nos fins de semana das chamadas food bikes, de comidinhas variadas. Confira os detalhes e o cardápio!

Poesia convulsiva

O cinema japonês tem pelo menos três gênios incontestes: Kenji Mizoguchi, Yasujiro Ozu e Akira Kurosawa. São inteiramente distintos e complementares. Numa simplificação grosseira poderíamos dizer que o tom predominante de Kurosawa é o épico; o de Ozu, o lírico; o de Mizoguchi, o dramático. Uma preciosa caixa de DVDs que está chegando às lojas (e às poucas locadoras que resistem) permite conhecer melhor a esplendorosa filmografia de Mizoguchi (1898-1956).

O mundo se divide…

O mundo se divide entre aqueles que acreditam que o mundo se divide em duas partes e os que acreditam que tudo é muito mais complicado do que isso. Esteja de que lado você estiver, é impossível ignorar o problema da representação  na não representatividade do ministério do governo interino. Um regime democrático depende da representação de infinitas singularidades, impossíveis de estar contidas em qualquer estrutura representativa, mas possíveis de não serem totalmente ignoradas como se não existissem.

Do caos à arte

As cinebiografias tornaram-se nos últimos tempos um gênero à parte no Brasil: muitos são os biografados, mas, no fundo, poucas são as variações na estrutura dramática e narrativa adotada para retratá-los. O cinema torna-se praticamente mero veículo de ilustração de uma trajetória exemplar. A hagiografia se sobrepõe à criação cinematográfica. Se Nise não escapa totalmente desse esquema, alarga significativamente seus limites, ou ao menos busca incorporar alguns dos temas centrais à biografia da protagonista.

A estrofe perdida

Visivelmente intrigado com a descoberta – sequer lembrava de ter escrito tal desfecho para a música –, Chico Buarque termina a leitura e permanece em silêncio por uns cinco segundos, sem tirar os olhos da carta. Descongela a imagem coçando atrás da orelha direita como quem cavuca a memória: “Engraçado essa estrofe aqui, que nunca… Sobrou, é, sobrou.” Jamais foi cantada em disco ou show, provavelmente ficaria esquecida para sempre não fosse a exposição no IMS.

Novo cinema antropológico

Entre 12 e 15 de maio o cinema do IMS-RJ exibirá uma mostra com seis filmes produzidos pelo Laboratório de Etnografia Sensorial (Sensory Ethnography Lab em inglês) da Universidade de Harvard. Criado em 2007, o SEL foi fundado por um grupo de antropólogos interessados em expandir as fronteiras da prática investigativa contemporânea nas ciências humanas. Com curadoria do americano Richard Peña, a mostra inclui títulos como Erva-doce, de Lucien Castaing-Taylor, e Manakamana, de Pacho Velez e Stephanie Spray.

Pulsão de morte

Don DeLillo, um dos mestres da literatura pós-moderna, acaba de lançar Zero K, romance que é uma alegoria da morte no capitalismo tardio, cuja peculiaridade é dar à morte um tratamento material. “É como se, tentando evitar a morte, o indivíduo se adiantasse a ela e se submetesse a uma experiência científica que se confunde com um ritual sinistro que o esvazia de todo desejo, de toda autonomia individual e de toda vontade própria, para acabar reduzido a um corpo inerte, pendurado num gancho.”

Mi voz soy yo

André Kangussu apresenta Fátima Miranda, estrela dos dois próximos programas da série A voz humana, idealizada e apresentada pelo poeta Eucanaã Ferraz na Rádio Batuta. “Sua voz pode interessar não só aos iniciados na música erudita contemporânea ou aos ouvintes de gosto experimental, pois qualquer um que a escute com atenção poderá fruí-la, ora em reconhecimento, ora em espanto”.

Brasiliana Iconográfica

Biblioteca Nacional, Instituto Moreira Salles, Pinacoteca de São Paulo e Itaú Cultural se uniram para criar portal inédito dedicado a coleções brasilianas. A plataforma será lançada em março de 2017 e contará com mais de 2 mil imagens e análises de obras fundamentais da iconografia brasileira para consulta.