Homenagem a Luiz Paulo Horta

Hoje o jornalista Luiz Paulo Horta, falecido no último dia 3, completaria 70 anos. Para homenageá-lo, Bia Paes Leme reuniu depoimentos de amigos próximos, como Edino Krieger, Manoel Corrêa do Lago e David Chew, dentre outros.

Sentimentos distópicos

“A internet não é o que muitos acadêmicos oportunistas quiseram nos impingir, ou seja, um movimento de baixo pra cima de convulsão libertária movida a aplicativos”, denuncia Fausto Fawcett em sua nova carta a Cristina Lasaitis, e questiona: “as pessoas querem mesmo tomar as rédeas do poder e serem participativas, além de representadas?”

Kon-Tiki, aventura da luz

Para José Geraldo Couto, o que diferencia A aventura de Kon-Tiki de filmes corriqueiros de aventura não é tanto o fato de se basear numa odisseia real – a expedição do norueguês Thor Heyerdahl em 1947 -, mas o tratamento cinematográfico da narrativa, o modo como a iluminação, o enquadramento e a montagem constroem o drama em vez de apenas ilustrá-lo.

Poesia marginal: no centro

Eucanaã Ferraz, curador da exposição Poesia Marginal – Palavra e Livro, em cartaz no IMS-RJ a partir de 9 de agosto, apresenta as peculiaridades dos livros através dos quais essa geração de poetas divulgou seu trabalho. “O objeto falava por si mesmo. Havia algo de guerrilha, de panfleto”.

Schroeter: cinema e paixão

“Werner Schroeter foi um diretor que fez cinema movido pela paixão”. José Carlos Avellar apresenta a trajetória do realizador alemão, que terá 16 filmes exibidos na mostra Entre a Avant-Garde e o Cinema de Arte, em cartaz no Instituto Moreira Salles do Rio de Janeiro de 9 a 22 de agosto.

À imagem e semelhança de Cthulhu

“Os militares conseguiriam rastrear subversivos cibernéticos? O AI-5 daria conta de amordaçar os “90 milhões em ação” xingando o governo e organizando manifestações pelas redes sociais? A ditadura teria durado vinte anos?” Além de propor cenários de história alternativa, a autora de ficção científica Cristina Lasaitis, em sua primeira carta a Fausto Fawcett, analisa o que detonou a Revolta do Vinagre e acaba encontrando algo que mais parece uma gigantesca entidade cósmica adormecida no fundo do oceano.

Thomas Bernhard: repetição e aniquilação

“Caso o leitor sobreviva a essa primeira crise do Mal de Bernhard e insista na leitura, descobrirá que a obra do autor não é tão repetitiva assim; ou melhor: ela é enganosamente parecida”. Antônio Xerxenesky traça um panorama da obra do escritor austríaco Thomas Bernhard, que caminhava na corda bamba entre a virulência e o absurdo.

A final da Copa de 1950 e outras imagens de futebol

João Máximo, testemunha da Copa de 1950 e um dos mais respeitados jornalistas esportivos do país, comenta fotos de futebol do acervo do IMS. Há registros feitos por José Medeiros da histórica derrota do Brasil para o Uruguai no Maracanã e trabalhos de Marcel Gautherot, Alice Brill, Peter Scheir e David Drew Zingg.

Hitchcock e seus prodígios

Incansável inventor de formas, ideias e modos de narrar, Alfred Hitchcock superou as dicotomias entre tradição e invenção, arte e indústria, sofisticação e entretenimento. José Geraldo Couto analisa estes e outros prodígios do diretor inglês, como as ambiguidades morais e a capacidade de apontar para uma depuração geométrica da imagem sem perder de vista o sentido do drama narrado.