O mundo de Murakami

Como ler a primeira parte de 1Q84, o novo livro de Haruki Murakami lançado no Brasil? As primeiras páginas já dão o tom que se manterá até o fim: uma narrativa acelerada, cheia de diálogos e de cenas em constante mudança. O livro tem uma estrutura de folhetim, e o evidente objetivo é o de prender a atenção do leitor com as reviravoltas e mirabolâncias da história.

Japonês da pátria filho

Um perfil inédito com Haruki Murakami, autor do romance 1Q84, cujo primeiro volume acaba de ser lançado no país, no qual o autor japonês revela sua paixão pela cultura ocidental, seu gosto pela corrida e sua rotina regrada de trabalho.

Antes que o mundo acabe

O mundo pode não acabar, mas o fim do ano está logo ali, e com ele começam a pipocar as retrospectivas, balanços, votações e listas dos melhores da temporada. Foi um bom ano para o cinema? Depende do ponto de vista e dos critérios adotados. Se o parâmetro for o surgimento de bons filmes, nacionais e estrangeiros, é possível dizer que sim, 2012 foi animador.

Dizer o indizível: um debate sobre Shoah

No dia 7 de dezembro, no IMS do Rio de Janeiro, realizou-se um debate acerca de Shoah, um marco do cinema de documentário, dirigido por Claude Lanzmann. Participaram da conversa o professor Renato Lessa, o psicanalista Eduardo Vidal e o historiador Roney Cytrynowicz. Assista ao vídeo do debate.

Luiz e Januário, de filho para pai

Apesar de tudo que Luiz Gonzaga devia a Januário em termos de formação musical e de repertório, e apesar de todo o respeito que a canção “Respeita Januário” de fato expressa, ela também deixava claro que o lugar apropriado para a venerável sanfona do genitor não seria o estúdio da Victor, mas provavelmente o descanso em alguma respeitosa vitrine de museu. Ela manifestava assim a visão predominante ao longo do século XX sobre as relações entre o que então se entendia por “música popular” (vista como “moderna”) e “música folclórica” (vista como raiz rústica e “meramente” local).

O escritório (e o quarto) de Oscar Niemeyer

A animada rotina dos escritórios de Oscar Niemeyer, onde nem sexo faltava, foi retratada com elegância pelo jornalista Marcos Sá Corrêa em volume da série Perfis do Rio que está fora de catálogo. Algumas cenas selecionadas mostram que a “bagunça” era considerada um elemento criativo pelo arquiteto.