Eufrates

Eufrates é o título (provisório) do romance no qual trabalho desde o começo de 2016. Sua gênese está em algumas anotações que fiz há mais de quatro anos, quando comecei a escrever meu livro anterior, Abaixo do Paraíso, que tomou outro rumo. Assim, Eufrates é um desdobramento de Abaixo do Paraíso, embora a ação se desenrole muito antes (em 1989) e, salvo exceções, envolva outros personagens.

A senhora é afro-americana?

Quem lê a história contada por Rachel Dolezal em sua autobiografia In Full Color se depara com um flagrante caso omisso no código de conduta otimista do multiculturalismo. A ex-ativista que se identifica como transnegra tocou em contradições sensíveis das políticas de inclusão ditas progressistas, segundo as quais haveria uma suposta receita universal para a coabitação pacífica da diferença. E, de forma inesperada, o caso Dolezal também ganha ressonância na complexa discussão racial brasileira.

O indivíduo mais importante que existe

Todo mês, a seção Primeira vista traz textos de ficção inéditos escritos a partir de fotografias selecionadas no acervo do Instituto Moreira Salles. O autor escreve sem ter informação nenhuma sobre a imagem, contando apenas com o estímulo visual. Neste mês de junho, André Sant’Anna foi convidado a escrever sobre uma foto de David Drew Zingg.

Eros e Tânatos

Dia de falar brevemente de assuntos diversos. Um deles é Tabu (1931), último filme do gênio Friedrich Murnau. A história do trágico amor proibido entre dois jovens nativos de uma ilha dos Mares do Sul será exibido na Sessão Cinética desta quinta, dia 22/6, no cinema do IMS Rio. Como de costume, depois da exibição haverá um debate com os críticos da revista.

Saturação nossa de cada dia

É como uma cor muito saturada e, por isso, quase ofuscante, que tenho passado os dias, as semanas e talvez os meses, cansada e repleta de estímulos que, por excessivos, já não me dizem mais nada.

Os fundos falsos da guerra

Entre os filmes franceses da nova safra exibidos no Festival Varilux, um dos mais interessantes é sem dúvida Frantz, de François Ozon. Ser um drama de época não tira nem um pouco de sua atualidade, muito pelo contrário: ao evocar a animosidade da atmosfera europeia logo após a Primeira Guerra, coloca em relevo temas urgentes como o nacionalismo, a xenofobia, a dificuldade de entender e conviver com o “outro”.

A revolução dos bichos

Animal político,  primeiro longa-metragem do premiado cineasta pernambucano Tião, é um filme brasileiro dos mais surpreendentes e originais. Uma coisa é certa: depois de assistir a esse filme você nunca mais verá com os mesmos olhos uma vaca – e, aliás, nem os seres humanos.

Os filmes de junho

Fique por dentro da programação completa para junho da Sala José Carlos Avellar, o cinema do IMS Rio, com datas e horários das exibições e instruções para compra de ingressos. Um dos muitos destaques são as sessões do Festival Varilux de Cinema Francês, que começa nesta quinta-feira, dia 8, e vai até o dia 21.

Qual livro?

Que livro você quer ver ou ler na Biblioteca de Fotografia do IMS Paulista? Vale tudo – fotolivro, catálogo de exposição, zine, livro teórico, filosófico ou histórico, monografia, revista –, desde que seja sobre fotografia.

A foto em foco

Nos últimos dias esteve em foco a foto da missa que celebrou a Abolição da Escravatura, feita no dia 17 de maio de 1888. Houve suposições de montagem na foto. Não há montagem alguma.