Uma voz fina

No país do futebol, o esporte mais popular do mundo ainda parece ser considerado um território masculino. Julia Codo rememora sua vida de torcedora e destaca a participação feminina nas transmissões dos jogos da Copa do Mundo da Rússia.

Escravidão sem fim

Dois filmes em cartaz, um de ficção (O nó do diabo) e um documentário (Auto de resistência), investigam com brio e vigor a infâmia histórica da escravidão no Brasil e seu legado de segregação e violência nos dias de hoje. São obras complementares, entre as quais se percebe uma incômoda continuidade.

A diversidade do insulto

A eficiência de um insulto depende do contexto e da performance. Muito provavelmente, os insultos mais criativos se dissolveram logo depois de pronunciados: os melhores, além de perfurantes, são espontâneos. No entanto, ainda que muitas vezes preteridos no registro, alguns insultos memoráveis nos foram legados. Sua diversidade, portanto, se faz digna de exame.

Dois filmes, dois cinemas

Dois novos filmes, duas “escolas” contrastantes. Ambos falam de tensões e fraturas sociais no Brasil, mas enquanto Tungstênio, de Heitor Dhalia, parte da forma para encontrar seu objeto, Canastra suja, de Caio Sóh, faz o contrário.

O meio ainda é a mensagem

As conversas instantâneas pelo Whatsapp estão inscritas na ilusão de que a toda demanda corresponde uma possibilidade de resposta, o que é evidentemente impossível. Responder, monitorar, gerenciar e demandar são os verbos do tempo em que, como tudo é urgente, perdemos todos a noção do que é de fato uma emergência.

Licantropia sertaneja

O filme As boas maneiras, de Juliana Rojas e Marco Dutra, é uma singular atualização do mito do lobisomem, ou antes uma releitura moderna, no contexto das tensões sociais de hoje. O primeiro acerto dos realizadores é a construção de um mundo à parte, com um pé no real e outro na fábula.

Desdesenhando o Rio

A antropóloga Karina Kuschnir apresenta os Urban Sketchers, gigantesca rede mundial formada por pessoas que amam desenhar as cidades. Apesar da paixão pela arte, ela conta que não conseguiu se transformar numa urban sketcher carioca. “O Rio não merece os desenhos que gera”.

The Dude sobrevive

Não foram discretas as homenagens em forma de resenhas e a sessões especiais nos cinemas americanos em março deste ano, quando o lançamento de O grande Lebowski completou duas décadas. Esse tipo de reação é uma medida de como The Dude, como poucos personagens de filmes, se entranhou na cultura.