Quem é Josenildo?

Quem é Josenildo? se passa em São Paulo, em 2064, depois que o estado se separa do Brasil e se torna um país independente. É a história de um garoto de 13 anos que simplesmente desaparece, deixando pistas que levam a três linhas de investigação: pode ter se suicidado (seguida pelos colegas), pode ter fugido de casa (seguida pela polícia), e pode ter sido sequestrado (seguida pelos pais). Durante as investigações, vão surgindo personalidades bastante distintas para o Josenildo que cada um achava que conhecia.

Ainda está pouco

A escritora Conceição Evaristo estará diante de imensos dilemas em Paraty. A autora de Becos da memória encara o impasse enfrentado pelas lutas identitárias: ser reconhecida como uma grande escritora negra, e com isso ficar confinada à marcação de negritude, ou ser recebida como uma grande escritora, e com isso enfraquecer sua posição de mulher negra.

Cinema líquido

De canção em canção, o novo filme de Terrence Malick, é um objeto – melhor seria dizer: um organismo – difícil de apreender, pois tudo nele é fluido: a história, os personagens, o modo de filmá-los. São fragmentos, retalhos, sem ordem cronológica ou progressão dramática aparente, das vidas de quatro personagens centrais.

Cinco vezes IMS Paulista

Nada menos do que cinco mostras distintas, entre elas a célebre série Os americanos, do fotógrafo Robert Frank, e a premiada videoinstalação The Clock, de Christian Marclay, vão marcar a inauguração da nova sede do Instituto Moreira Salles em São Paulo, na segunda quinzena de setembro.

Inventário de solidões

Fala comigo, longa-metragem de estreia do carioca Felipe Sholl, começa e termina no escuro, isto é, com palavras sendo ditas sobre a tela preta. O filme parece partir do princípio de que sempre haverá coisas – nos outros, no mundo e em nós mesmos – que nunca saberemos por completo. Enfeixando pulsões delicadas e complexas, esse filme surpreendentemente seguro para um estreante demonstra integridade e consistência cinematográfica.

Instalação de referência

Não é uma obra qualquer. A construção do novo centro cultural do IMS na Avenida Paulista tem sido um aprendizado para todos os envolvidos neste projeto de tecnologia inovadora destinada a ambientes próprios para a difusão de arte no Brasil. Um pouco dessas características particulares do empreendimento você pode conferir nesses dois pequenos documentários realizados no início de julho de 2017 por Laura Liuzzi, do Núcleo de Vídeo do IMS.

A doçura do irracional

A volta da série Twin Peaks, com o subtítulo The return, é um teste para os nostálgicos. Os primeiros episódios são puro David Lynch, sem filtros, despreocupado com a estrutura novelesca ou policialesca que deram forma ao piloto da série original. Temos um dos diretores mais inovadores do nosso tempo trabalhando sem qualquer amarra, e com todo o apoio, para expandir um universo rico e complexo. Cabe, de nossa parte, um ajuste de expectativas, ou no mínimo uma certa abertura ao que ele tem a nos oferecer.

Desmesurada poesia

Depois de realizar uma obra pouco numerosa mas com momentos cintilantes como El topo (1970), A montanha sagrada (1973) e Santa sangre (1989), o cineasta chileno Alejandro Jodorowsky ficou vinte e três anos sem filmar. Em 2013, aos 84 anos, retornou ao seu país e ao cinema para passar em revista sua vida e obra numa planejada série de cinco longas-metragens, dos quais A dança da realidade (2013) foi o primeiro. Poesia sem fim, seu novo filmeé o segundo.

Mais comodidade no IMS Rio

O IMS Rio oferece, a partir de agora, uma grande facilidade para seu público: a venda de ingressos para shows e outros eventos promovidos pela casa será feita exclusivamente pelo Eventbrite, e pelo ingresso.com é possível comprar ingressos com lugar marcado para o cinema.