Mulheres do cinema, cinema das mulheres

Num cine­ma de his­tó­ria inter­mi­ten­te e espas­mó­di­ca como o bra­si­lei­ro, pon­tu­a­do por sur­tos, inter­rup­ções e fra­cas­sos, e ain­da por cima mar­ca­da­men­te mas­cu­li­no, vári­as gera­ções de mulhe­res podem ser vis­tas como pio­nei­ras e des­bra­va­do­ras. Nes­se con­tex­to, pou­cos even­tos pode­ri­am ser tão opor­tu­nos como a mos­tra Mulhe­res, câme­ras e telas, da Cine­ma­te­ca Bra­si­lei­ra, em São Pau­lo, que inclui da pio­nei­rís­si­ma atriz, pro­du­to­ra e dire­to­ra Car­men San­tos a jovens rea­li­za­do­ras de hoje, como Julia Murat e Juli­a­na Rojas,  pas­san­do por Tata Ama­ral, Eli­a­ne Caf­fé, Laís Bodanzky, Anna Muy­la­ert, Lina Cha­mie e outras.

Rifle

Todo mês a seção Pri­mei­ra vis­ta traz tex­tos de fic­ção iné­di­tos, escri­tos a par­tir de foto­gra­fi­as sele­ci­o­na­das no acer­vo do Ins­ti­tu­to Morei­ra Sal­les. O autor escre­ve sem ter infor­ma­ção nenhu­ma sobre a ima­gem, con­tan­do ape­nas com o estí­mu­lo visu­al. Nes­te mês de janei­ro, Lucre­cia Zap­pi foi con­vi­da­da a escre­ver sobre uma foto de Mada­le­na Schwartz, da série Trans­for­mis­tas (cir­ca 1975).

Viva o feminismo agonístico

É uma imen­sa ale­gria ver femi­nis­tas deba­ten­do vio­lên­cia con­tra as mulhe­res, assé­dio sexu­al em ambi­en­tes pro­fis­si­o­nais e sub­mis­são de mulhe­res aos pri­vi­lé­gi­os dos homens, como acon­te­ceu na sema­na pas­sa­da. Gos­ta­ria de ir além e abor­dar uma ques­tão de méto­do, argu­men­tan­do que hoje os femi­nis­mos car­re­gam, na polí­ti­ca, uma dupla potên­cia.

Macroplanejadores e microgerentes

Escre­ver às cegas, seguir um pla­ne­ja­men­to pré­vio ou se equi­li­brar entre esses dois extre­mos? Exis­te uma res­pos­ta cer­ta, um cami­nho ide­al para garan­tir o flu­xo de pro­du­ção? Martha Bata­lha abor­da um dos mai­o­res dile­mas da escri­ta cri­a­ti­va.

Crônica contra as mortes anunciadas

Con­tra o cos­tu­me des­ta épo­ca de féri­as, em que geral­men­te os block­bus­ters infan­to-juve­nis ali­jam do cir­cui­to exi­bi­dor os bons fil­mes para adul­tos, o ano come­ça mui­to bem para os ciné­fi­los bra­si­lei­ros. Entre os fil­mes já em car­taz e outros que entram esta sema­na, as opções são mui­tas: The squa­re, 120 bati­men­tos por minu­to, Roda gigan­te, O pac­to de Adri­a­na, O jovem Karl Marx

Cony por inteiro

Em 25 de outu­bro de 2001, Car­los Hei­tor Cony rece­beu uma equi­pe do IMS para uma lon­ga entre­vis­ta. A con­ver­sa foi publi­ca­da na edi­ção dos Cader­nos de Lite­ra­tu­ra Bra­si­lei­ra dedi­ca­da ao autor, lan­ça­da no fim daque­le ano. Em home­na­gem a Cony, mor­to no dia 5 de janei­ro de 2018, aos 91 anos, o IMS colo­ca à dis­po­si­ção dos lei­to­res, em for­ma­to digi­tal, a ínte­gra do cader­no, que traz ain­da estu­dos sobre sua obra, depoi­men­tos de ami­gos e tre­chos de livros.

A roda da fortuna

Há quem enca­re um novo fil­me de Woody Allen como uma espé­cie de even­to anu­al ine­vi­tá­vel, mais ou menos como a cor­ri­da de São Sil­ves­tre ou o espe­ci­al de fim de ano de Rober­to Car­los. Pode até ser. Mas, em con­tras­te com a pre­vi­si­bi­li­da­de dos outros exem­plos cita­dos, cada novo tra­ba­lho do dire­tor nova-ior­qui­no traz sem­pre algu­ma coi­sa a ser des­co­ber­ta, algum matiz inex­plo­ra­do ante­ri­or­men­te, uma manei­ra dife­ren­te de abor­dar os mes­mos velhos temas. Como todo artis­ta que encon­trou há tem­pos a sua voz, ou a sua cali­gra­fia, Allen é sem­pre igual a si mes­mo, e sem­pre dife­ren­te.

Xadrez na Dinamarca

É difí­cil resis­tir à ten­ta­ção de atri­buir sig­ni­fi­ca­dos fatí­di­cos à ima­gem de Ber­tolt Bre­cht e Wal­ter Ben­ja­min jogan­do xadrez na Dina­mar­ca em 1934. A rela­ção entre esses auto­res – dois dos mai­o­res vul­tos da cul­tu­ra ale­mã no sécu­lo XX – foi inten­sa e dura­dou­ra. Com uma expo­si­ção e novas bio­gra­fi­as, embo­ra nun­ca tenham saí­do de cena, Bre­cht e Ben­ja­min estão de vol­ta com for­ça total.

Notícias de um ano particular

Do pon­to de vis­ta do públi­co, não foi um ano dos mais memo­rá­veis para o cine­ma. Não dis­po­nho dos dados, e mui­to menos da com­pe­tên­cia, para ana­li­sar ten­dên­ci­as de mer­ca­do. Por isso, nes­ta últi­ma colu­na do ano, vou me limi­tar a comen­tar alguns fenô­me­nos que me cha­ma­ram a aten­ção e a des­ta­car alguns fil­mes mar­can­tes.

Os dez mais de 2017

Dezem­bro che­gan­do ao fim, hora de reca­pi­tu­lar os dez posts mais lidos no Blog do IMS nes­te ano de 2017. Car­la Rodri­gues, Rafa­el Car­do­so, José Geral­do Cou­to e Cami­la von Hol­de­fer estão na lis­ta.