A palavra “fotografia”, etimologicamente, significa “escrita da luz”. Com seu instrumento de captação, controle e manipulação da luz – a câmera –, os grandes fotógrafos escrevem reportagens, poemas, comédias, epopeias. É o caso de José Medeiros e Thomaz Farkas, dois gigantes da fotografia brasileira retratados no curta-metragem Improvável encontro – frente e verso, de Lauro Escorel, que o Instituto Moreira Salles do Rio de Janeiro exibe em sessões especiais até 31/7.
Coreia, 1951
Uma das facetas de Luciano Carneiro é a de fotógrafo de guerra, representada por seu trabalho no conflito da Coreia e apresentada aqui em texto de Sergio Burgi e Samuel Titan Jr. O fotojornalista tomou parte na operação Tomahawk e, sendo também paraquedista, saltou junto a mais de três mil soldados norte-americanos atrás da linha do fronte, registrando alguns dos momentos para O Cruzeiro.
Nada é simples
Carla Rodrigues, sobre o Rio de Janeiro: “Basta olhar para a vizinha São Paulo para perceber o quão longe estamos da categoria metrópole. Temos os problemas urbanos de metrópole, é verdade, mas estamos muito longe de ter esboço de soluções. Aqui, historicamente a categoria cidade se sobrepõe à restritiva – cultural e socialmente – categoria Zona Sul, um pequeno e disputado pedaço de terra onde a concentração de bens e serviços faz supor que somos mais um balneário do que de fato uma metrópole.”
Conversas na galeria
Quatro encontros do projeto Conversas na Galeria acontecem a partir de 16 de julho no IMS-RJ. O historiador Mauricio Lissovsky comentará os trabalhos de José Medeiros, Thomaz Farkas, Marcel Gautherot e Hans Gunter Flieg, reunidos na mostra Modernidades fotográficas: 1940-1964. O cartunista Claudius Ceccon falará sobre o amigo Millôr Fernandes, cuja obra pode ser vista na exposição Millôr: obra gráfica. A trajetória do dramaturgo Augusto Boal, personagem da mostra Meus caros amigos – Augusto Boal – Cartas do exílio, será lembrada pela viúva Cecilia Boal e pela atriz e pesquisadora Clara de Andrade.
Cinema e matemática
Assista na íntegra à conversa entre os matemáticos Étienne Ghys e Artur Avila, mediada por João Moreira Salles e promovida como parte do ciclo de exibições e debates Cinema e Ciência, ocorrido no IMS-RJ durante o último mês de maio.
O nazismo entre nós
Nenhum filme havia contado até agora uma história tão horripilante e reveladora de nossas mazelas como a mostrada no documentário Menino 23, de Belisário Franca, sobre a presença nazista no Brasil. Através de pesquisa do historiador Sidney Aguilar Filho, o filme reconstitui um evento ocorrido em meados dos anos 1930, no interior de São Paulo.
Topografia da imaginação
Bernardo Carvalho comenta três filmes que enfocam por diferentes ângulos Il Grande Cretto (A Grande Rachadura), concebido nos anos 1980 por Alberto Burri (1915-1995) sobre as ruínas de Gibellina, uma cidadezinha na Sicília que desapareceu num terremoto em 1968. Ficaram os escombros. Uma nova cidade foi construída a 18 km dali, com a colaboração de artistas do mundo inteiro, e logo se converteu num lugar medonho, uma cidade fantasma com cara de conjunto habitacional, um monstro da arquitetura planejada e um equívoco artístico.
Leituras no Paço
O Centro do Rio na obra dos escritores Machado de Assis e Lima Barreto será o tema de duas palestras organizadas pelo Clube de Leitura do Instituto Moreira Salles-RJ no Paço Imperial, em julho e agosto, em torno da exposição O Paço, a praça e o morro. Marta de Senna falará sobre Machado de Assis e Beatriz Resende sobre Lima Barreto.
Visite Gautherot na MEP
Ao término de dez dias de trabalho em Paris acompanhando a montagem da exposição Marcel Gautherot – Brésil: tradition, invention, a curadora-assistente Mariana Newlands, que também assinou pelo IMS todo trabalho de expografia da mostra, gravou em vídeo um passeio pelas galerias ocupadas pelo trabalho do fotógrafo na Maison Européene de la Photographie, momentos antes da abertura do evento ao público.
Diário do Forte de Papelão
Por trás de sua fortaleza de caixas de papelão, o escritor e tradutor Daniel Pellizzari, da Coordenação de Internet do IMS, arrisca um diário pessoal com o que lhe vem à cabeça durante a Festa Literária Internacional de Paraty e descobre, enquanto desempenha suas múltiplas funções no evento, que não há tempo para a introspecção na FLIP.
