Esquecer para lembrar – por José Carlos Avellar

José Carlos Avellar apresenta A árvore dos tamancos (1978), do italiano Ermanno Olmi, “diretor que procura esquecer tudo o que sabe para reaprender a ver o mundo a partir do gesto do dia a dia das pessoas comuns”. O filme é uma das três atrações do especial Ermanno Olmi, em cartaz no IMS-RJ neste domingo, 8 de setembro.

Proletários de todo o mundo

José Geraldo Couto apresenta um dos destaques da mostra “O cinema em busca de emprego”, em cartaz a partir de hoje no IMS-RJ: O emprego, de Ermanno Olmi, que também está sendo lançado em DVD. Misto de documentário e ficção sobre Rubens Barbot e Gatto Larsen, Esse amor que nos consome é outro lançamento que merece atenção.

Uma vida sem sonhos e sem ambições

“Embora, como os diretores neorrealistas, Olmi tenha optado por um estilo antiespetacular e por uma narração em tom menor de uma vida sem desejos, eivada de melancolia, em seu filme estamos diante de uma nova realidade social, a do neocapitalismo”, esclarece Mariarosaria Fabris a respeito de O emprego, de Ermanno Olmi, novo lançamento da coleção de DVDs do IMS.

Ressaca semiótica

“O argumento do Steven Pinker é que o declínio da violência é resultado de mudanças biológicas e cognitivas que levaram à sofisticação do nosso senso moral”, conta Cristina Lasaitis a Fausto Fawcett em sua última carta, “e que, apesar de não termos garantias que essa paz será definitiva, vivemos o período mais pacífico da história da humanidade”.

André Stolarski e o IMS

Falecido no último sábado, 31/8, aos 43 anos, André Stolarski foi um dos mais talentosos designers do país. Realizou diversas parcerias com o Instituto Moreira Salles, dentre elas o desenvolvimento da logomarca.

André

“Ontem eu acordei e vi que o sonho tinha sido realidade. Que o André existiu. Que ele ainda existe”, escreve Noemi Jaffe em homenagem ao designer André Stolarski, falecido no último sábadi. “Entendi que isso a que chamamos realidade também pode parecer sonho. Quando pessoas como o André Stolarski fazem parte dela e a transformam em algo excepcional”.

O estranho caso de Manoel

Aos 104 anos, o cineasta português Manoel de Oliveira continua na ativa, produzindo ao ritmo de um filme por ano nas últimas duas décadas. Para José Geraldo Couto, O estranho caso de Angélica (2010), seu penúltimo longa-metragem, mostra um grande artista em seu apogeu.

Barbara Heliodora, 90 anos

A critíca teatral do Globo desperta tantas paixões, sobretudo contra ela mesma, que parece precisar ser defendida – ou desmedidamente exaltada pelos que gostam dela. Continua sendo assim agora, aos 90 anos que completa neste 29 de agosto. O peso de sua opinião é inversamente proporcional à popularidade que desfruta na chamada classe teatral. Mas muito da raiva que vaza para os seus textos é legítima. Ela não faz isso por não gostar de teatro, e sim por gostar muito de teatro.