Um criador brasileiro

Em qualquer lugar onde estivesse, Alberto Cavalcanti, cujos filmes serão exibidos no IMS durante o Festival do Rio, levava o Brasil consigo. Em todos os seus filmes, do primeiro ao último, realizados em território estrangeiro, em distintos países, num contexto cultural distante do nosso, existe evidente marca brasileira pois é a criação de um homem que, tendo vivido uma densa experiência europeia, vária e contraditória, manteve incólume sua condição nacional.

Mar de filmes no Rio

Diante da programação de mais de 400 títulos do Festival do Rio, que começou ontem (28 de setembro), cabe perguntar: quem vê tanto filme? Nesse labirinto de produções vindas de todas as partes do mundo, é inevitável a sensação de aturdimento, além da certeza de estar perdendo coisas importantes. Para baixar a ansiedade e fazer do evento uma experiência prazerosa e enriquecedora, o melhor é preparar um roteiro prévio.

Polêmica Noel Rosa x Wilson Batista, por Monarco e Nelson Sargento

O Instituto Moreira Salles realizou no dia 11 de setembro de 2012 o show Polêmica Noel Rosa x Wilson Batista por Monarco e Nelson Sargento, no qual os sambistas interpretam as nove músicas do LP de 1956 acompanhados de Paulão 7 Cordas (direção musical, arranjos e violão), Alessandro Cardozo (cavaquinho), Vitor Mota (flauta e sax) e Netinho Albuquerque (pandeiro). Assista ao vídeo da performance!

Brasília, capital Recife

O cinema de Pernambuco venceu de goleada o Festival de Brasília, que acabou ontem (24 de setembro). Numa situação rara, Era uma vez eu, Verônica, de Marcelo Gomes, e Eles voltam, de Marcelo Lordello, dividiram o prêmio de melhor filme.

Velhos poetas latinos

Vou lançar uma hipótese: é difícil escrever sobre sexo. É difícil escrever sobre sexo sem ficar cafona, ingênuo ou banal. Porque sexo é a coisa mais direta que existe. E a linguagem é uma máscara, uma mediação.

Kafka, ano zero

A história da literatura, assim como as outras histórias, é feita de guinadas radicais. Um único momento decisivo sobrepuja séculos de monótona continuidade. Na história literária do século XX nada parece superar a noite de 22 para 23 de setembro de 1912 quando – entre 22h e 6 da manhã – o jovem advogado praguense Franz Kafka escreveu de um só fôlego O veredicto.

A ridícula ascensão do “Gangnam Style”

A esta altura do campeonato, você já deve ter sido atropelado por um vídeo em que um coreano de smoking azul dança como se estivesse cavalgando um cavalo dentro um estábulo – os cavalos do lugar apenas olham enquanto ele pula de pernas arqueadas e gira a mão acima da cabeça como se estivesse prestes a jogar um laço invisível.

Relembrando Roberto Ventura

O Instituto Moreira Salles realizou, no dia 10 de setembro de 2012, o evento Roberto Ventura: uma homenagem, um bate-papo aberto ao público que reuniu três amigos do jornalista e professor universitário: Mario Cesar Carvalho, Lilia Schwarcz e Francisco Foot Hardman. Assista ao vídeo com a íntegra do bate-papo.

O cérebro na ficção

É possível constatar que o cérebro anda ganhando mais atenção dos escritores de ficção nas últimas décadas. Faz todo sentido que isso aconteça, já que a ficção sempre lida com as imagens que o homem faz de si mesmo, as metáforas de identidade mais correntes e convincentes de cada época, e a neurologia vem nos dizendo há algum tempo que todo o espetáculo assombroso da nossa consciência acontece, ao que tudo indica, dentro do nosso cérebro.

Julgar a biografia pelo título

De certa maneira, pode-se, com base no título da biografia, especular sobre o modo que o biógrafo lida com o objeto analisado. Por exemplo: James Joyce, de Richard Ellmann, livro que é considerado por muitos como “a melhor biografia já escrita”. Ao batizar o volume apenas com o nome do biografado, Ellmann (ou o editor – nunca se sabe quem deu o título final) sugere que aquele representa o texto definitivo: a vida do indivíduo está condensada naquelas centenas de páginas.